segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Atividade 4.3 desenvolvida para o Proinfo - A relação entre mídia e educação

O uso de tecnologias em sala de aula é uma realidade.Atualmente é algo imprescindível ao desenvolvimento do processo de aprendizagem.Acredito "piamente" que ser professor hoje em dia pressupõe uso das tecnologias de informação e comunicação.
Então, como utilizá-las?
Bom, utilizar recursos de mídia, como dvds, microsistem, retromultimídia, data show, já acrescentam em "muito" os planos de aula. Particularmente, já me vali, de tais, com exceção do data show. Através dos mesmos, apresentei o filme "O Nome da Rosa", a canção da Legião Urbana " Pais e Filhos", vídeos downloadiados do You Tube e Tv Câmara, durante o ainda corrente,ano letivo de 2011.
E, podemos ir além. Com a exposição dos contéudos em aula, muitas vezes utilizo de exemplos assistidos em Tv, discuto sobre a incorporação e o consumismo muitas vezes "exacerbado" das inovações tecnológicas incorporados pela sociedade.
São experiências que desenvolvi com o lecionamento de Sociologia, que a meu ver, reforçam a intrínseca relação entre mídia-educação.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Atividade 4.2 - Proinfo 100 Horas. Proposta: Escolher um produto interessante do Portal do Professor

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Edição 22 - História no Ensino Fundamental

Notícias

Professores de história buscam ambiente pedagógico favorável à criatividade



A professora Fátima Mariani realizou pesquisa sobre criatividade no trabalho docente.  
A professora Fátima Mariani realizou pesquisa sobre criatividade no trabalho docente.
Autor: Arquivo pessoal

Pesquisa realizada no Distrito Federal mostra o empenho dos professores de história em criar um ambiente pedagógico favorável à criatividade. Os professores ouvidos reconhecem a necessidade de criar condições para o desenvolvimento do potencial criativo do aluno e buscam alternativas didáticas inovadoras que possam tornar o ambiente pedagógico mais atraente.
As conclusões são da própria autora da pesquisa, Maria de Fátima Magalhães Mariani, que entrevistou 16 professores de história de 5ª a 8ª série (6º a 9º ano) de cinco escolas públicas e cinco particulares de Brasília, com dois anos de experiência, pelo menos. O trabalho fez parte de sua dissertação de mestrado em psicologia, intitulada Criatividade no trabalho docente segundo professores de história: limites e possibilidades , apresentada em 2001, na Universidade Católica de Brasília.
Professora de história, já aposentada, com atuação no ensino fundamental e médio da rede pública do Distrito Federal e nas áreas de alfabetização e educação de adultos, atualmente Fátima Mariani é aluna de graduação em psicologia. Na época em que fez a pesquisa, ela trabalhava como coordenadora pedagógica em uma escola pública de Brasília e observou que suas limitações no trabalho docente eram semelhantes às dos colegas. “O que mais me angustiava era não conseguir que todos os meus alunos se interessassem pelas aulas de história. Nem mesmo com os recursos audiovisuais conseguia a atenção de todos”, conta Fátima Mariani.
Segundo ela, as notas em média eram boas, mas tinha muita dificuldade em conseguir que os alunos fizessem silêncio a fim de explicar o conteúdo. “No fim do turno estava rouca, estafada e desmotivada.” Ao relacionar aspectos do trabalho pedagógico com criatividade surgiu a questão: "como tornar as minhas aulas mais atrativas para mim e para meus alunos?" Foi aí que pensou que seria interessante conhecer a percepção dos professores de história sobre criatividade, quais as barreiras e as possibilidades encontradas no trabalho docente.
Fátima Mariani diz que a pesquisa selecionou duas categorias de facilitadores e de limitações relacionadas com a organização do trabalho pedagógico e com aspectos pessoais de cada participante. Com relação à organização do trabalho pedagógico, ela salienta que o aluno foi indicado como facilitador e limitador da expressão criativa do professor. “Este dado é bastante relevante e deve ser pesquisado, trazendo de novo a questão do relacionamento professor-aluno”, destaca.
Os facilitadores mais enfatizados pelos professores foram liberdade e paixão pelo trabalho. Entre os limitadores, os mais destacados foram a falta de habilidade na relação com o aluno, o medo de desafios, falta de tempo, sobrecarga de trabalho e exigências administrativas.
“Descobri que não há muita diferença entre os docentes dos dois tipos de escola quanto aos problemas pedagógicos, diz Fátima Mariani. De maneira geral acredita, as semelhanças são relativas a problemas na relação professor-aluno e queixas dos professores com relação às instituições, tais como rigidez, estruturas fechadas à inovação e pouca abertura à participação da comunidade escolar nas decisões da escola.
(Fátima Schenini)

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domingo, 23 de outubro de 2011

Desenvolver uma atividade utilizando o diálogo entre Professor e Aluno
Como mencionei na atividade 3.1, acredito ser o diálogo entre professor e aluno uma prática exercida em nosso magistério cotidiano, pelo menos, aqui, em Resende Costa.
Para cumprir a proposta da presente atividade, me vali do projeto que desenvolvi usando o Data Show. Partindo do pressuposto que um bom diálogo se desenvolve através de uma boa conversa, da troca de sugestões e ideias, solicitei aos meus alunos uma avaliação sobre a utilização do recurso tecnológico. O resultado foi positivo. Segundo eles, (mais precisamente o 3.º ano ),” a aula foi boa, ficaram mais atentos “.
Então, tendo em vista a reação e os conseqüentes comentários dos estudantes das turmas nas quais leciono e desenvolvi o projeto, a utilização do Data Show só veio a acrescentar.

Utilizando recursos tecnológicos em sala de aula
De acordo com a proposta desenvolvida pelo Proinfo – 2011, apresentada para nós professores – planejar uma aula utilizando um recurso tecnológico cabível – acabei por optar pelo uso do Data Show.
Pela primeira vez, fiz manuseio deste acessório em minhas aulas. A princípio, fiquei um pouco insegura, mas no “final das contas” acabou dando tudo certo. O aparelho é bem “bacana”, moderno! Nem precisei usar o notebook, era só conectar o pen drive e pronto.
No meu caso, como leciono Sociologia, a experiência foi bem significativa. Ao esquematizar o conteúdo ( Estado e Democracia) pelo Power Point para ser projetado através do Data Show, obtive um desenrolar de aula inusitado, diferente mesmo! Consegui cumprir o planejamento, e, ao que parece os alunos aprovaram a iniciativa.
Como Sociologia não é um conteúdo que seja considerado pelos discentes, como dos mais importantes, talvez uma aula “inovadora” seja um caso a se pensar, para alcançar resultados mais produtivos e significativos.. Os estudantes gostaram da novidade, ficaram mais atentos e interessados. Em vista, das dificuldades que enfrentamos em sala de aula, para fazermos o nosso trabalho, o uso de recursos tecnológicos é uma realidade latente e indiscutível.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Conceituação de Hipertexto
A primeira impressão que tenho ao ler o termo “hipertexto” me remete a um “texto grande”. Aí, quando estou navegando na internet vejo que hipertexto é um texto dividido em partes, para os quais o acesso nos é dado pelos links, ou mais popularmente - caminhos.
No entanto, se resolvermos pesquisar o significado do termo em questão, utilizando uma ferramenta de busca - no caso, o Google - encontramos vários hipertextos que definem o mesmo. De acordo com a definição da Wikipedia: Hipertexto é um “termo que remete a um texto em formato digital, ao qual se agregam outros conjuntos de informação na forma de blocos de textos, palavras, imagens ou sons, cujo acesso se dá através de referências denominadas hiperlinks, ou simplesmente links (...) O sistema mais comum de hipertexto utilizado é o world wibe web.”
Então, pegando “carona” na definição supracitada, entendo que um hipertexto é um software -  um conteúdo digital dividido em partes não sequenciais, valendo de recursos de hipermídia como sons e imagens ligados através de links. Tentando expandir um pouco mais a conceituação, podemos mencionar que se trata de um conhecimento construído de forma coletiva e interativa.

Homenagem feita durante a inauguração da Biblioteca Municipal de Resende Costa, em 2008.

Homenagem aos Prefeitos e Vice-Prefeitos da história de Resende Costa


            Em um momento como esse, onde se inaugura o novo espaço da Biblioteca Municipal Antônio Gonçalves Pinto, nada mais oportuno do que mencionarmos algumas palavras sobre os gestores de nossa tão querida Resende Costa.
            Cidade presente em um dos movimentos políticos de maior importância do Brasil colonial, a Inconfidência Mineira, Resende Costa vem trilhando caminhos, vencendo desafios e alcançando resultados para se tornar a cada administração concluída, uma cidade que busca oferecer aos seus conterrâneos o que há de mais intrínseco na sua condição de cidadãos; saúde, educação, esporte e cultura.
            Emancipada em 1912, teve em sua trajetória política homens de grande valor e estima que deixaram seus nomes cravados na história administrativa do município; um misto de competência, brilhantismo e coragem.
            Queremos aqui lembrar de Francisco Mendes de Resende, José Vilela da Costa Pinto, José Gabriel de Resende, Antônio de Sousa Maia Júnior, Geraldo Monteiro de Oliveira, Antônio de Resende, Milled Hannas, Adenor de Assis Coelho, Ocacyr Alves de Andrade, Geraldo Monteiro de Oliveira, Aristides Coelho dos Santos, Camilo Lélis Resende Chaves, Luiz Antônio Pinto, José Rosário Silva e Gilberto José Pinto. Como não poderia deixar de ser, mencionamos os respectivos vices, que certamente foram figuras de similar importância na condução das administrações:
            Em quase um século de autonomia política, Resende Costa vem sendo palco de inúmeros avanços sociais estampados através de inúmeras medidas administrativas conduzidas por esses quinze prefeitos, que souberam dar o sentido exato ao termo “política” – governar a “Polis”, governar a cidade.
            Gostaríamos de enumerar algumas obras, que assim como este espaço que se inaugura hoje, conferiram melhor qualidade de vida aos munícipes: abertura de ruas e estradas, construção de escolas, implantação da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (COPASA) e da Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG), asfaltamento da estrada que liga Resende Costa à BR – 383, calçamento e asfaltamento de ruas, construção do Teatro Municipal, atual Casa de Cultura, edificação do Ginásio Poliesportivo Monsenhor Nélson, implantação do Ginásio Nossa Senhora da Penha, melhoria no sistema de águas nos povoados, construção e ampliação do Centro de Saúde e do prédio do PSF, aquisição do Parque do Campo, construção de praças, coretos, aquisição do prédio da Prefeitura Municipal, instalação do Fórum Desembargador Melo Júnior, instalação do Conselho Tutelar, construção da cadeia pública, do velório municipal, das quadras poliesportivas do povoado do Ribeirão de Santo Antônio e do Distrito de Jacarandira... Enfim, mesmo não podendo descrever todas, temos certeza que cada um, independentemente de sigla partidária, buscou o melhor. E foi pensando no melhor para a cidade, que se projetou e construiu esse espaço, com a certeza de que educação e cultura se constituem elementos fundamentais na consolidação de uma sociedade livre e democrática.
            E é, com o orgulho de sermos resende-costenses, de sermos governados por homens que primam pela grandeza e hombridade, que prestamos a nossa homenagem aos Prefeitos e Vice-Prefeitos de nossa terra, de nossa Resende Costa.  

           

           
Atividade 2.6_maristela
Proinfo 100 horas

Projeto de trabalho com as Tics

Tecnologia utilizada: Data show
Séries: 2 e 3º anos do Ensino Médio
Conteúdo: Estado e Democracia
Objetivo: Lecionar o conteúdo de forma objetiva, proporcionando uma didática não utilizada em minhas aulas, até então.



segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Atividade desenvolvida com alunos do 1.º ano do Ensino Médio.

Atividade de Sociologia
Proposta: Reflita sobre a importância da família para você. Como é a sua família? Podemos nomeá-la como nuclear? Mosaico? Argumente.
Aluno(a):                                                                          
Pais E Filhos                                                                              Legião Urbana
Estátuas e cofres
E paredes pintadas
Ninguém sabe o que aconteceu
Ela se jogou da janela do quinto andar
Nada é fácil de entender.

Dorme agora:
É só o vento lá fora.
Quero colo
Vou fugir de casa
Posso dormir aqui
Com vocês?
Estou com medo tive um pesadelo
Só vou voltar depois das três.

Meu filho vai ter
Nome de santo
Quero o nome mais bonito.

Refrão:
É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse amanhã
Porque se você parar pra pensar,
Na verdade não há.

Me diz por que o céu é azul
Me explica a grande fúria do mundo
São meus filhos que tomam conta de mim
Eu moro em qualquer lugar

Eu moro com a minha mãe
Mas meu pai vem me visitar
Eu moro na rua, não tenho ninguém
Eu moro em qualquer lugar
Já morei em tanta casa que nem me lembro mais
Eu moro com meus pais.
Refrão:
É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse amanhã
Porque se você parar pra pensar,
Na verdade não há.

Sou a gota d'água
Sou um grão de areia
Você me diz que seus pais não entendem
Mas você não entende seus pais.
Você culpa seus pais por tudo
E isso é absurdo
São crianças como você.
O que você vai ser
Quando você crescer

Atividade desenvolvida no Proinforc

Impressões ao navegar em hipertextos
Quando temos alguma dúvida ou curiosidade sobre um determinado assunto, seja no dia-a-dia ou no nosso trabalho, recorremos indubitavelmente aos recursos tecnológicos que nos são oferecidos pela internet. No nosso caso, como somos professores, isto se tornou uma prática recorrente.
Para tanto, os hipertextos são uma alternativa “fantástica” para se chegar ao resultado esperado. Pois, oferece uma gama variada de informações, pautada nas mais variadas fontes: bibliografia impressa, sites fidedignos, blogs, opiniões de profissionais conceituados, postagens de internautas propiciamente colocadas, etc. É claro, que ao pesquisarmos um objeto qualquer, devemos nos ater à qualidade do material pesquisado.
Visto isto, podemos por assim dizer, a facilidade em navegar por hipertextos. Ao utilizar uma ferramenta de busca, digitamos as palavras-chave do que buscamos, para em seguida nos valermos dos links, que nos conduzirão aos mais variados resultados. Pelos links podemos fazer uma seleção do que realmente nos interessa, sem precisar ler todos os hipertextos selecionados. E o mais interessante é que: através de uma busca cognitiva específica, podemos nos deparar com termos que nos levarão a desvelar outras curiosidades, a descobrir o significado cultural e científico do que nem imaginávamos. Caso, ao lermos um determinado hipertexto e acabarmos por constatar a hipossuficiência e descontextualização do conteúdo, podemos num “clicar de teclas” ,” lançar mão” de outro.
Não há muito que dizer, os hipertextos são excelentes! Recurso este, que veio a contribuir para com as nossas atividades educacionais, aprimorando nosso conhecimento e nossas aulas.





segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Cultura e Comunidades Rurais de Resende Costa
Maristela  de Oliveira  Peluzi

Quando falamos em cultura nos lembramos de costumes e tradições que fazem parte da nossa história, da nossa vida. Afinal de contas, cultura nada mais é, que o modo de vida de um povo.
Para o sociólogo francês Émile Durkheim (1858-1917), os símbolos culturais são fundamentais para a organização e coesão de um grupo social. Nos pautando no comentário do célebre pensador, ratificamos a latente necessidade de valorização da cultura de nosso país, de nosso estado, de nossa cidade, de nossas comunidades rurais.
Resende Costa, assim como as inúmeras cidades espalhadas pelos “rincões” deste imenso Brasil, tem a sua cultura própria. Costumes e tradições que começaram a se formar há séculos atrás, quando a cidade que ora, se firmou como produtora de artigos artesanais, era apenas um ponto de passagem para os tropeiros da época. Hoje, nossa “terra”, tem alcançado avanços significativos, se transformando em um lugar cada vez mais agradável para se viver.  Por mais, que vejamos melhorias econômicas e sociais , percebemos que os resende-costenses ainda mantém presentes em seus cotidianos elementos culturais herdados de seus antepassados; ainda bem!
O processo cultural é dinâmico, não há como negar, as relações sociais vão se modificando ao passar dos anos, haja vista, o avanço da tecnologia de comunicação que nos faz ter acesso com tanta facilidade, a informações sobre culturas diversas. Mas, cada sociedade tem a sua essência, a sua identidade, e, é isto, que  não devamos deixar que se perca.
Pesquisas comprovam que o brasileiro ainda precisa avançar muito na prática de hábitos culturais. Há aqueles que se quer, leem um livro, que não conhecem os museus históricos de suas cidades, que nunca foram a uma sala de cinema, e assim vai. E, com o intuito de valorizar a nossa cultura, a nossa história, que falaremos um pouco sobre os costumes e hábitos de nossas comunidades rurais,  que na junção urbano/rural fazem do município de Resende Costa, um lugar singular.
Entretanto, nada melhor, ou, ninguém melhor para falar sobre tal assunto, que os jovens que residem em algumas comunidades rurais. Estudantes, que prestes a concluir o ensino médio no findar de 2011, falaram de forma clara e sutil sobre os hábitos culturais de suas localidades -  herdados de geração a geração.

“ No mês de setembro é feita a “ Festa da Primavera”. Já nos meses de junho ou julho é realizada uma “Quadrilha” no Centro Comunitário. Um dos principais pratos daqui, é o frango a molho-pardo. O “orapronobis” também faz parte da nossa culinária.  Há algumas pessoas que gostam de saborear o “broto-de-bambu” e a “samambaia”. Com respeito às comemorações religiosas, é celebrada uma missa a cada dois meses, e também festejamos o dia do padroeiro: São José.  A nossa cultura sofreu mudanças ao longo do tempo, atualmente as rezas  que eram feitas nas casas dos moradores, seguidas de animados leilões já não existem mais.”
Kássia Resende – Comunidade dos Tabuados

“ Eu, Renata , moro no povoado do Cajuru. Na nossa comunidade, são encontradas muitas manifestações culturais, como por exemplo: Festa da Colheita, per-noite da Cavalgada Bolivar de Andrade, Festa de Santo Antônio, Festa do Rosário, Festa de Nossa Senhora Aparecida...Mas, a festa que se tornou marco de nossa gente, é a da “Colheita”, tamanha a fama que alcançou; é considerada uma das melhores da região.  Mas, algumas características da festa foram mudando – os carros-de-boi  já não desfilam cheios de espigas de milho como antigamente, a maioria passa vazia. Há anos atrás, o som que animava a festa era “mais ou menos”, hoje é um “estouro de bom”.”
Renata Marizete da Silva – Comunidade do Cajuru

“ Na comunidade dos Paulas, os idosos gostam de sertanejo “antigo” – de sua época” – na culinária , o angu e o minguáu- de- couve continuam fazendo sucesso. As festas marcantes são a Festa da Colheita do Milho, realizada em junho,  a Semana Santa, onde comemoramos a Paixão de Cristo e de Nossa Senhora da Conceição; padroeira da comunidade. Na religiosidade há presença do catolicismo de dos evangélicos. A igreja de Nossa Senhora da Conceição é ponto destacável na identificação da comunidade.”
Johnny – Comunidade do Curralinho dos Paulas.

“ Em minha comunidade tem diversas manifestações culturais como a Festa da Colheita, Junina, Festa do Rosário, de São Sebastião, Festa de Nossa Senhora Aparecida e de Nossa Senhora da Soledade, que inclusive é nossa padroeira. Biscoitos diversos, doces e salgados fazem parte da nossa tradição culinária.”
Lígia Luzia dos Santos – Comunidade do Ribeirão

“ No meu povoado, Micaela, nós realizamos uma festa para homenagear nosso padroeiro, Santo Antônio – uma comemoração linda, com fogos, música e muita dança. Há alguns anos atrás, era comum as pessoas se reunirem para poder contar “causos”, tocar sanfona, inventar estórias, fazer versos em ritmo de Folia-de-Reis e, principalmente jogar uma boa partida de truco. Hoje em dia, estas manifestações culturais estão perdendo espaço para festas mais animadas, baladas...Parece que os jovens estão preferindo outro tipo de música, com o passar dos anos, talvez estas manifestações culturais “antigas” de nossa comunidade tendem a desaparecer.”
Wigor José Gouveia da Costa – Comunidade da Micaela
“ Por se tratar de uma localidade pequena, a manifestação cultural de maior relevância é a missa anual no cruzeiro da Comunidade. Logo após, é servido um café-com-biscoito para os moradores e visitantes. É tradição soltar fogos na manhã do dia da missa. O artesanato têxtil vem sendo passado de geração para geração, principalmente entre as mulheres. Outro costume que faz parte da nossa história, são os jogos de futebol realizados aos domingos. Na música, a Folia-de-Reis foi resgatada pelos jovens.”
Juliana Aparecida de Sousa – Comunidade da Boa Vista

“ No mês de junho, acontece no povoado dos Pintos a Festa de São João, sendo o dia 24 dedicado ao santo. Ao meio dia dos domingos é realizado o culto e, em seguida, os jogos de futebol no campo da comunidade. De vez em quando, acontece torneios com a participação de times de outros povoados.
Tatiane Cássia Siqueira – Comunidade dos Pintos

Assim, como em todo lugar, a comunidade onde vivo, apresenta manifestações culturais singulares que a diferencia das demais. Há variados gostos musicais: funk, axé, pop, internacional, eletrônica, sertanejo, principalmente à moda antiga, há também um coral da Igreja.  Não há um prato típico da culinária da comunidade. As pessoas gostam de fazer diferentes tipos de doces e biscoitos. Inclusive, há duas mulheres que utilizam a venda dos biscoitos assados em forno artesanal para obter uma renda a mais. As guloseimas são vendidas nas cidades vizinhas: Passa Tempo, Desterro de Entre Rios de Minas, Resende Costa, etc. Há festas que são tradição na comunidade. A festa do carro-de-boi possui 25 anos, realizada no mês de maio, o início é na sexta-feira com a celebração da santa missa. No sábado pela manhã tem o desfile dos carros-de-boi com a entrega das premiações à noite. A praça fica lotada de visitantes e moradores à espera do show, e, é claro, das típicas barracas. No domingo ocorre o concurso de marcha de éguas e cavalos. Ocorre também outra festa que já faz parte de nossa história: o pernoite da cavalgada Bolívar de Andrade, que anualmente, cumpre o trajeto de Passa Tempo à Resende Costa, durante a Exposição Agropecuária de Resende Costa. Também festejamos a festa do padroeiro, Santo Antônio e a Semana Santa. Na sexta-feira santa, há uma tradição que vem sendo passada de geração para geração, e hoje, passo para minha filha; levantamos pela madrugada para irmos até às fazendas, aos retiros de leite, para buscarmos leite para fazermos tachos e mais tachos de doce de leite e arroz. Alguns vão de carro, moto, cavalo ou até mesmo a pé. É uma experiência única! O orvalho da manhã, o sereno ainda da noite, pessoas andam longe, carregam pesos, contam “causos e causos” e cantam músicas. Temos vários grupos religiosos:  “ Jovens Unidos em Cristo”,  “Grupo dos Cursilhistas”, “Grupo da Melhor Idade”, “Rainha da Paz”, “São Vicente de Paula”, um conselho da igreja e um conselho comunitário. As missas são celebradas duas vezes ao mês, há realização de cultos em todos os domingos e adoração ao Santíssimo Sacramento às quintas-feiras, com participação de dois ou três moradores. É costume após o encerramento dos cultos, os homens irem para a venda ou para a banca de baralho, e as mulheres ficarem nos bancos da praça contando “causos”, colocando a prosa em dia. São organizados animados leilões nas casas dos moradores, para angariar “fundos” para  os grupos que citei , como também, para a Semana Santa.Ah! Na noite do sábado de Aleluia, os jovens esperam pela “calada da noite”, para se reunirem na praça, se dividirem em grupos, e sairem para “roubar” objetos pessoais das casas. Depois montamos uma chácara com tudo que conseguimos, e construímos o “Juda” e a “Juda”. No domingo fazemos “pisquinhas”, com os objetos, para todas as pessoas herdarem para assim, queimarmos o Juda e sua esposa. Muitos costumes de minha comunidade foram se perdendo com o tempo, hoje homens já não disputam uma mulher com duelos em versos ou colocam o rádio à pilha e flores nas janelas.”
Gilciana Antônia da Silva Rosa – Comunidade do Cajuru

“ Na minha comunidade, todos os anos temos a Festa da Colheita, por tradição. Foi a primeira festa da região, mas hoje já não atraí tanta gente, como antigamente. Temos também a festa de Nossa Senhora do Rosário, que há tempos atrás, apresentava congadas de vários lugares. Hoje, como o povo quase não procura igreja, a festa está cada vez mais “fraca”, com menos congadas e pessoas.”
Isabela Maria Resende – Comunidade do Ribeirão

“ Na comunidade onde moro, as músicas antigas são as mais pedidas. Se tocar uma música de “hoje”,  as pessoas pedem para parar. Quando tem aniversário, fazemos feijoada e churrasco de porco – dizem que a melhor para preparar o churrasco.  Há muitas festas na minha região: Festa Junina, Festa do carro-de-boi, Festa da Padroeira, bailes e leilões para beneficiar a festa da Padroeira. Há muitas rezas, missas, o pessoal junta em “peso”. Pode-se dizer que o futebol acabou. Pois muitos que jogavam, ficaram velhos, como é o caso do meu pai e dos meus tios, outros mudaram, outros tem que tirar o leite. Se os jogos acabarem, vai ser ruim, pois é uma oportunidade de rever e fazer amigos.”
Antônio Marcos – Comunidade do Curralinho dos Maias

“ Em minha comunidade, temos o costume de fazer broa de fubá na panela; assada na brasa, doce de goiaba, doce de arroz, de cidra, de chuchu, dentre outros. Uma vez por ano, é celebrada uma missa,logo após há leilão, comes e bebes e muita música caipira. Para ganhar o “pão de cada dia”, mexemos com tecelagem e picamos retalhos.”
Edinalva Resende Silva – Comunidade da Boa Vista

“ Na minha comunidade, o sertanejo é o tipo de música mais ouvido, seja os mais antigos ou os atuais. Adoramos um feijão com arroz. Há a Festa do Rosário e Festa de Nossa Senhora da Soledade. Todo o ano temos torneio de futebol com times de outros lugares da região.”
Leandro Dener – Comunidade do Ribeirão

“Há mais de duas décadas, o povoado do Cajuru é palco de uma das festas mais tradicionais do município de Resende Costa, a Festa da Colheita do Milho, que é ansiosamente esperada pelos moradores desde o início do ano. O tradicional desfile de carros-de-bois , as barraquinhas e a presença de autoridades fazem parte do calendário do evento. Seja com frio, chuva ou sol, pessoas de diversas localidades, inclusive aquelas que residem em outras cidades e têm sua origem no povoado, vêm somente para prestigiar a festa, que é pura tradição!”
Nely Maria Ribeiro – Comunidade do Cajuru

“ Vou falar um pouco da nossa cultura: as comidas típicas são: um arroz com feijão, bolo de fubá, goiabada, dentre outros. As pessoas trabalham com retalho, tecem, sobrevivem do ganho dos produtos artesanais. Todo domingo, ministros da comunidade celebram o culto. Uma vez por mês, o Pároco de Resende Costa celebra uma missa. Há realização de rezas, leilões, para arrecadar dinheiro para a Festa da Colheita e dos “Santos”.”
Malena Silva Reis – Comunidade dos Pintos

Como podemos observar, cada adolescente descreveu de forma objetiva, porém , apaixonada, características culturais de suas comunidades. Há pontos comuns entre elas, como por exemplo, a religiosidade - típica da história de Minas  -  mas há singularidades que conferem a tais, uma feição ímpar. Interessante notar, que jovens de uma mesma comunidade, mencionaram elementos diferentes, como foi o caso da Gilciana (Cajuru), do Dener e da Isabela( Ribeirão de Santo Antônio), da Edinalva e Juliana ( Boa Vista), Malena e Tatiane (Pintos).
Esta junção de símbolos culturais (religiosidade, culinária, festas...) compõe a história de Resende Costa, a história de Minas Gerais. Afinal de contas, quase todo resende-costense  tem sua origem enraizada na zona rural do município: um antigo arraial que fora erguido em cima de uma grande “pedra”, circundado por fazendas bem sedimentadas economicamente.

                                                                                                                                                               
               

Ser professor
Quando paramos para refletir sobre o que é ser professor nos dias de hoje, chegamos a uma conclusão que acredito ser quase, ou totalmente unânime: não é nada fácil! Requer paciência, dedicação e comprometimento com a formação cognitiva de alunos das mais variadas origens e características. Não obstante, com a formação valorativa dos mesmos.
Como em qualquer outra profissão, enfrentamos desafios, obstáculos, que nos levam muitas vezes a desanimar e perguntar, se é isto mesmo que queremos para nossas vidas. O professor de hoje em dia, não é visto como outrora, seja pelos alunos e famílias, que não nos veem como referência de conduta, ou mesmo pela sociedade civil que credita aos profissionais do magistério, uma das piores escolhas profissionais a serem feitas. É comum ouvirmos alguém comentar: "coitados destes professores, os alunos perderam o respeito!" E, sem falar dos jovens vestibulandos que estão cada vez mais desanimados em seguir uma carreira de magistério.
Então, como podemos encontrar incentivo em trabalhar diante de uma realidade tão desestimuladora? Realidade esta, com salários altamente defasados, com constantes notícias de agressões físicas e verbais de alunos a professores em sala de aula; fatos que infelizmente acontecem em todas as esferas educacionais: pública, particular, e até mesmo em instituições de ensino superior. Não podendo esquecer, o descaso dos governantes para com a classe.
Os problemas são inúmeros como podemos notar, porém, o prazer em ensinar aquilo que aprendemos é indescritível. E a interação aluno/professor? Da mesma forma que repassamos conteúdos, recebemos ensinamentos que nos fazem entender melhor o “Ser Humano”, seus conflitos, medos e sonhos. E assim, acabamos também, por nos conhecer melhor.
Ser professor é questão de amor, de vocação! Tem que gostar muito do que faz, para dar certo. Caso contrário, não há sentido.